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Fenaban não apresenta índice e negociação continua hoje

Bancárias e Bancários querem proposta decente e seguirão mobilizados por aumento real nas remunerações e valorização da PLR, VA/VR e no piso

A nova rodada da negociação da campanha nacional dos bancários, ontem (24), começou com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) atacando a paralisação nacional da categoria do dia 20 de agosto e a organização sindical.

Além de não apresentar proposta às cláusulas econômicas, a Fenaban tentou impedir na Justiça a paralisação nacional, por meio de uma liminar que foi negada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Na rodada anterior de negociação, em 18 de agosto, os bancos já haviam tentado impedir a paralisação, afirmando que só continuariam na mesa se a categoria desistisse do movimento aprovado nas assembleias.

Foi exatamente pela falta de proposta e pelo adiamento das negociações econômicas que a paralisação aconteceu, com boa adesão em todo o País. Os bancos tiveram tempo suficiente para construir uma proposta, mas foram adiando essa discussão. A mobilização dos trabalhadores é consequência da postura da Fenaban, defende o movimento sindical bancário.

Ainda segundo a representação  dos bancários, pela primeira vez, dentro de uma campanha salarial, a Fenaban recorreu à Justiça para tentar suspender atividades de paralisação e mobilização da categoria. Os banqueiros também questionaram que nunca, antes, houve uma paralisação de 24h, durante as negociações. O movimento sindical considera que essa alegação não procede, pois basta uma rápida pesquisa para constatar que as paralisações são recorrentes no movimento sindical bancário. Além disso, as atividades do dia 20 de agosto, não se tratavam de greves. Foram atividades de diálogo e mobilização com os trabalhadores em todo o País. Se entraram com uma ação para tentar impedir a paralisação, é porque ela teve impacto, afirma o movimento sindical.

A representação dos bancários avalia também que, comparada às campanhas anteriores, a Fenaban está muito atrasada na apresentação de proposta de reajuste. Em 2018, a primeira proposta foi apresentada em 7 de agosto; em 2020, em 18 de agosto; em 2022, em 19 de agosto; e, em 2024, em 21 de agosto. “Agora, já passamos pele rodada do dia 24 de agosto, há exatos sete dias do limite de validade da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sem proposta de índice que impactam em todas as cláusulas econômicas, de reajuste salarial e melhorias nas demais verbas, como PLR, vales refeição e alimentação e piso”, afirma o movimento sindical.

NEGOCIAÇÃO PRECISA AVANÇAR

O movimento sindical bancário aponta ainda que as negociações específicas por banco (como Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, BNB) estão sendo prejudicadas pela demora da Fenaban em apresentar propostas às questões econômicas e gerais na mesa única. Diante disso, a representação dos trabalhadores avalia que “a mesa geral precisa andar para que as mesas específicas também possam avançar mais. Não podemos permitir que tudo fique paralisado. Os trabalhadores têm reivindicações econômicas e específicas importantes, e a campanha nacional precisa avançar em todas essas frentes. O caminho é a negociação, com propostas concretas e com disposição dos bancos para valorizar os bancários”.

NOVA RODADA HOJE
As negociações entre o movimento sindical dos bancários e a Fenaban serão retomadas nesta terça-feira (25). Diante disso, a  categoria se manterá mobilizada nas redes e nas ruas, e a representação dos bancários segue à disposição das negociações durante toda a semana, pois as reuniões com a Fenaban já estão agendadas até sexta-feira próxima, dia 28.

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