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16/07/2026

As 5 doenças ocupacionais que mais afastam os brasileiros do trabalho

Dores musculares, transtornos mentais e lesões estão entre as principais causas de afastamento e exigem atenção aos direitos previstos na legislação. (Por Redação) - foto gerada por IA -

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O ambiente de trabalho pode provocar ou piorar diferentes problemas de saúde quando há exposição a condições inadequadas, excesso de esforço físico, pressão constante ou falta de medidas preventivas. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2025, foram concedidos mais de 4,1 milhões de benefícios por incapacidade temporária no Brasil. Entre as principais causas de afastamento aparecem dores musculares, lesões e transtornos mentais.

Embora nem todo diagnóstico evoluído durante a vida profissional seja automaticamente classificado como doença ocupacional, a legislação reconhece aquele adquirido ou desencadeado em função das condições em que a atividade é realizada.

Para a advogada trabalhista Silvia Correia, professora das universidades UERJ e PUC-Rio, é necessário analisar a relação entre a enfermidade e o ambiente corporativo. “Uma doença de trabalho é aquela que possui ligação com as condições em que o empregado exerce suas funções”, explica. “Não basta apenas existir um diagnóstico, é necessário avaliar se o ambiente ou a atividade contribuíram para o desenvolvimento ou agravamento do problema”. A seguir, a especialista aponta as cinco doenças que mais afastam os brasileiros do trabalho:

1- Dores nas costas e problemas na coluna: a rotina com postura inadequada, esforço físico repetitivo, levantamento de peso e falta de ergonomia podem contribuir para o surgimento ou agravamento das dores na região da coluna. Dados da Previdência Social apontam que a dorsalgia liderou o ranking de benefícios por incapacidade temporária concedidos em 2025, com 237.113 registros.

2- Transtornos de discos intervertebrais: problemas como hérnia de disco e outras alterações nos discos da coluna também aparecem entre os motivos frequentes de afastamento. Em 2025, os transtornos de discos intervertebrais foram responsáveis por 208.727 benefícios por incapacidade temporária. Atividades que envolvem esforço repetitivo, carregamento de peso e longos períodos em posições inadequadas podem contribuir para o agravamento desses quadros.

3- Transtornos mentais, ansiedade e depressão: os afastamentos relacionados à saúde mental atingiram um dos maiores patamares da série histórica em 2025. Dados públicos do INSS e do Ministério da Previdência Social apontam que o Brasil registrou 534.904 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais no período. Ansiedade, depressão e transtornos relacionados ao estresse estão entre os diagnósticos mais frequentes entre os trabalhadores. “Quando a doença possui relação com o trabalho, o empregado pode ter acesso a direitos específicos, como o benefício por incapacidade temporária acidentário, manutenção do recolhimento do FGTS durante o afastamento e estabilidade provisória após o retorno às atividades, desde que os requisitos legais sejam comprovados”, afirma a advogada.

4- Lesões no ombro e membros superiores: movimentos repetitivos, sobrecarga física e atividades realizadas sem pausas adequadas podem favorecer o surgimento de lesões no ombro e em outras regiões dos membros superiores. As lesões no ombro também estiveram entre os principais motivos de afastamento registrados em 2025, com 135.093 benefícios concedidos.

5 – Fraturas e lesões decorrentes das atividades profissionais: acidentes durante a execução das tarefas também aparecem entre os fatores que levam trabalhadores a se afastarem. Fraturas em regiões como perna, punho, mão e antebraço estão entre os registros frequentes de incapacidade temporária, principalmente em atividades que envolvem riscos físicos, operação de equipamentos ou contato com ambientes de maior exposição.

Para Silvia, a documentação é fundamental para garantir a análise correta de cada situação. “O trabalhador diagnosticado deve guardar exames, laudos médicos, comunicações da empresa e todos os documentos relacionados ao tratamento”, alerta. “Essas informações ajudam a comprovar a relação entre a doença e o trabalho, além de auxiliar na busca pelos direitos previstos na legislação”. (Fonte: Você RH)

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